domingo, 4 de outubro de 2009

Efeitos dos Videojogos nos Jovens

Os efeitos dos videojogos na mente e comportamento dos jovens têm provocado alguma controvérsia e discussão em todos os meios sociais.
Se alguns defendem que os jogos são o principal motivo da escalada de violência entre a faixa etária dos 12-22 anos, outros defendem que os videojogos podem abrir as mentes dos jovens tornando-os mais realistas perante o mundo e consequentemente mais preparados para o enfrentar.

Segundo um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), os videojogos violentos estimulam nos adolescentes a actividade das regiões do cérebro ligadas às emoções e reduzem as respostas das zonas que comandam o raciocínio e o autocontrole.

Por outro lado, vários psicólogos afirma que os jogos são, na generalidade, atrativos e contribuem para o bem-estar psicológico de quem os pratica. Podem fomentar novos conhecimentos e a destreza mental.

Aparte da violência, tem também o sexo nos videojogos, afinal que relevância tem este assunto dentro de um jogo?
Em certos casos o sexo é explorado de uma forma banal, que só está envolvido no jogo para explorar mais aquilo que ficou banalizado durante o Séc. XX. Por outro lado tem jogos onde o sexo faz parte da história e é tratado com respeito. Afinal, será dispensável ou tem histórias que não podem passar sem a parte "picante"?

No meio isto tudo ficamos sem perceber bem o principal efeito dos jogos nos jovens, até porque, como tudo na vida, tem um lado bom e ruim. Assim posso concluir que é no equilibrio que está a solução.

Qual é o mal da pornografia, para além de abrir as mentes dos jovens para algo mais do que imagens bidimensionais publicadas nos livros de ciências?
Ou até mesmo acabar com esse tabu que é o sexo, que todos querem mas parece que têm vergonha dele ou pelo menos de o mostrar como verdadeiramente é.

É que aquelas perguntas fictícias (ou não) que vêm publicadas nas revistas cor-de-rosa(cruzes credo) podem ser hilariantes mas algumas delas são bem reais.
É claro que não acho que se deva mostrar hardcore porno a crianças de 10 anos, já que uma criança tem o direito a ser criança.
Mas, assim de repente sei lá, não consigo ver qual é o mal da pornografia na vida de um adolescente.

É claro que podemos falar de extremos de pessoas que ficam "viciadas" e que chegam a já nem conseguir satisfação sexual sem ser com pornografia, mas se vamos embirrar com as coisas por causa dos extremos daqui a nada até canetas são proibidas porque alguns miúdos se lembraram de as espetar no olho de um colega.

Quanto aos jogos faz tudo parte de educação, e falo de educação dos pais e não dos filhos, que negligentemente dão jogos aos filhos sem tomar qualquer atenção à faixa etária a que é destinado o jogo.
E muitos deles até usam os jogos como método de controle para os filhos, se o miúdo é um chato e só dá trabalho a solução é por-lhe um controle na mão e ali fica horas a fio sem chatear ninguém.

O álcool nem comento...
No meu tempo as minhas bebidas eram cerveja e vinho, hoje em dia crianças de 14 anos bebem verdadeiras misturas explosivas, daqui a 20 anos quero ver qual vai ser o resultado, tanto ao nível de transplantes de fígado (se ainda os houver para transplantar) e a cabecinha das pessoas que para somar 1+1 demora alguns segundos, se somarmos a isto drogas então...

E drogas desenganem-se os que pensam que o haxixe é bom para a saúde e lá por ser legal na Holanda é porque é mesmo bom
Lembrem-se que uma coisa é fumar uma droga pura e outra é fumar uma droga que levou 1001 tratamentos e químicos em cima, é como beber água engarrafada e água de um poço cheio de ratos.

Há e sempre haverá pessoas mais e menos influenciáveis.

Enquanto no passado muita gente ia atrás dos "amigos" e metia-se na droga etc, agora as crianças vêm nos jogos uma "maneira" de estar na vida.
Nós, os que não somos influenciados por jogos ou por outras pessoas, olhamos para isto e dizemos que a culpa é dos pais...
Em parte um bom ambiente familiar, e uma boa educação, com muitos amigos à mistura fazem uma boa pessoa para o futuro, mas nem todos têm esta sorte e os mais "fracos" de personalidade caem no erro da imitação.

Isto origina crimes a imitar o GTA (que acontecem principalmente na América, e isso, desculpem-me mas também tem a a ver com a cultura e leis que eles têm) entre outras situações. Há tantas coisas para culpar, que os jogos tornam-se simplesmente os mais fáceis de "abater"

Todos temos os nossos limites bem definidos, só que há alguns que não os conseguem ver...

2 comentários:

Unknown disse...

Eu acho que videogames fazem bem, e é extremamente contemporâneo.
Acho ainda que, assim como o Wii Fit, haverão em breve jogos com utilidades ainda mais surpreendentes.
Acredito numa juventude mais inteligente, esperta e lógica quando "criada" em parte por videogames, em parte pelos pais e em parte pelos livros (na escola ou fora dela).
btw
Te amo =***

Expansion Pack disse...

Videogames fazem bem. Fazem mal em excesso, mas no geral fazem bem.
E Costa, falando sobre educação dos pais, como você pretende criar seus filhos? E quando eles perguntarem quando criança como se fazem bebês? A cegonha? XD